quarta-feira, 15 de março de 2017

15/03/2017

Ainda não peguei o costume desse diário, esqueci de traçar metas hoje. Na pratica, o que fiz foi divulgação para o Marcelo na saída do bandejão (e virtual) e fui numa aula de eletromag. Foi pouco, ao descrever assim meus dias começo a ficar insatisfeito com meus resultados, começarei a render mais.

Um ponto legal que deveria comentar no diário de ontem é que, enquanto filmava o vídeo, e fazia testes e mais testes, houve um momento que, ao fazer minha "cara de desinteresse" que estou acostumando a usar, lembre muito da feição do finado pastor Sérgio. Como ele era um exemplo de líder que eu não queria seguir, que não sabia aproveitar talentos e dava corda para puxa-sacos, me senti mal na hora, fiquei imaginando se o gosto anterior pela cara de cansado/desinteressado não viria justamente de uma semelhança de personalidade. Ou seja, principalmente quanto ao cansaço, se aquilo não refletia a tentativa de liderar uma equipe sem ter a real capacidade para isso. Esse foi um ponto que sempre me incomodou desde meus primórdios com liderança pelo fato de eu ser um cara mais retraído e que não tinha o costume de "ser firme" nas opiniões. Somado isso ao meu passado, onde eu era o baixinho de voz fina e especulando que isso possa ter trazido complexos irreparáveis para minha personalidade atual (afinal, não existe a pesquisa dizendo que os que foram mais altos na infância costumam ganhar mais?), crio uma teia mental onde a presa sou eu mesmo. Mas é claro que todos esses receios e inseguranças não são impedimentos tanto quanto quero pensar, sei que, mesmo quando pequeno, não aceitava brincadeiras com que não concordava, sei que, apesar de já ter sido covarde em alguns momentos da infância, minhas últimas atitudes foram de uma coragem que poucos teriam e que menos ainda se disporiam a ter. Sei que, apesar de desorganizado gerencialmente, Deus me deu o dom de fazer as coisas iniciarem e rodarem, e que, apesar de eu ter pegado DP em tudo semestre passado e isso afetar, muito, minha auto-estima, fui capacitado para conseguir bons resultados e acredito que, mesmo pagando um altíssimo preço para dar continuidade às minhas iniciativas, mesmo tendo que se humilhar ao entrar numa sala onde vejo apenas meus bixos (embora no início isso se devesse ao meu desleixo, sei que o agravamento dessa situação se deu devido às minhas iniciativas extra-curriculares, como apoiar meu pai na política e criar o Apenas Alunos), sei que no fim tudo isso valerá a pena e fará parte do caminho que estou desbravando rumo a uma vida cheia de significado e longe do "padrão" que me é imposto. E se eu estiver errado? E se não conseguir obter nada? A resposta é que não terei perdido nada além de conforto, pois sei que conseguirei me manter independentemente de cursos com notas boas ou não, se mais rico ou mais pobre, o que muda, ao morrer todas as coisas materiais perdem o sentido, não? Mas as imateriais, algumas delas perduram para toda a eternidade, e não digo meu nome ou retrato lembrado como alguém importante, afinal, querer isso é igualmente sem sentido, pois, por mais que vejamos a foto e o nome do Einsten, por exemplo, que muda isso para ele agora que está morto? Nada! A realidade é que a possibilidade de mantermos nosso Status mesmo após a morte nos gera segurança e o sentimento de sentido, enquanto, na realidade, não faz o menor sentido! Tenho pena dos presidentes de câmaras municipais e reitores, que ficam felizes com aquelas paredes onde penduram um quadro de cada presidente. Quão mais efêmero não é isso do que a foto do Einsten? Logo a parede ficará pequena e todos serão jogados no lixo. A única coisa que realmente permanece são os resultados e a mudança que eles obtiveram para a sociedade, apenas isso. Com suas fotos e nomes vistos ou não, nada disso os livra do anonimato futuro, vmos o Einsten, estudamos suas descobertas, mas, de fato não sabemos o que ele sentia, não tivemos o menor contato com ele e muito menos ele conosco, de que valem aquelas fotos e o nome? De nada! O que vale foi a diferença que ele gerou na vida das pessoas! Se positiva, teve uma boa vida, se negativa, desperdiçou seu tempo aqui na Terra. Enfim, divaguei um pouco mas foi bom, voltarei a minha leitura da Bíblia agora. :)

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